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Navegando no caos da TI: Estratégias para a resiliência dos negócios

é caos

"A culpa é toda da TI."

Isso não é verdade, mas pode ser a sensação que muitas equipes de TI têm ao interagir com áreas de negócios. Todos na organização querem inovar mais rápido, mas nem sempre estão dispostos a esperar que a TI implemente adequadamente novas tecnologias. Especialmente com a recente onda de plataformas de Inteligência Artificial Generativa (Gen AI), a chamada "Shadow IT" está surgindo em todos os cantos da organização. No entanto, essa abordagem despreocupada expõe as empresas a riscos regulatórios e de segurança. E, ironicamente, esses problemas também acabam recaindo sobre a TI, ou até mesmo sendo atribuídos a ela. 

Esse caos, é claro, não começou com a corrida do ouro da IA Generativa. O ano de 2020 forçou as empresas a adotarem programas de transformação digital praticamente da noite para o dia para continuarem operando. No entanto, na maioria dos casos, essa transformação acelerada não foi realizada com perfeição e acabou criando novos desafios.

Um exemplo disso: 44% das empresas enfrentam dificuldades para gerenciar de forma eficiente sistemas novos e legados operando lado a lado. As organizações ainda dependem de aplicações corporativas que estão em uso há anos (ou até décadas) para executar operações essenciais do negócio. Mas novos sistemas são introduzidos de maneira cada vez mais distribuída. O desafio é conectar todos eles e gerenciá-los com eficiência.

Há uma oportunidade de colocar ordem nesse caos de TI, compreendendo verdadeiramente toda a infraestrutura, as conexões, as dependências e as duplicações. Assim, os departamentos de TI poderão operar com eficiência e segurança e impulsionar ativamente a inovação para os negócios.

Quando o caos deixa de fazer parte da equação, a TI passa a ser menos culpada e mais reconhecida. 

Caos na TI: O contexto

As organizações continuam expandindo suas infraestruturas tecnológicas investindo em novas ferramentas para garantir competitividade, eficiência e governança. Esse investimento é essencial e deve continuar, mas os sistemas centrais críticos também precisam ser gerenciados de forma eficaz. Esses sistemas raramente possuem os mesmos padrões e definições prévias de conectividade das tecnologias mais recentes em que estão investindo.

O resultado é um portfólio de TI tão heterogêneo que acaba causando mais prejuízos do que benefícios. As organizações acabam pagando por plataformas duplicadas. As informações ficam armazenadas em silos, fazendo com que decisões sejam tomadas com dados incompletos. Tempo e energia são gastos tentando organizar o caos da TI, em vez de serem direcionados para a entrega de soluções inovadoras impulsionadas pela TI.

Na verdade, 80% das empresas afirmam que o tamanho de sua infraestrutura tecnológica dificulta a agilidade e desacelera a tomada de decisões.

Isso traz implicações de curto e longo prazo para a transformação digital. Tomar a decisão errada no curto prazo pode levar toda a organização a um caminho desnecessário exigindo muito esforço para corrigir posteriormente.

Perdendo o controle

A grande maioria (86%) das empresas expandiu sua infraestrutura tecnológica nos últimos anos, o que não é surpreendente diante do avanço do trabalho remoto e da digitalização de produtos e serviços. No entanto, a capacidade de gerenciar toda a infraestrutura não acompanhou o ritmo dessas mudanças. O resultado é uma perda de controle, e a forma como essa expansão tecnológica ocorreu é motivo de preocupação adicional.

Mais de dois terços (69%) das organizações possuem hoje mais aplicações e sistemas dispersos do que há dois anos. E 71% afirmam que esse número será ainda maior nos próximos dois anos. Quase metade (42%) fez tudo isso sem um plano claro para integrar esses sistemas. Como resultado desses e de outros fatores, 70% afirmam que acumularam mais dívida técnica no último ano do que em anos anteriores, reforçando a necessidade de uma gestão estratégica dessa dívida.

Além da complexidade de gerenciar sistemas "legados" e modernos juntos, isso também está retardando cada vez mais a inovação nos negócios. Na tentativa de reduzir a complexidade, a transparência da TI traz mais informações sobre os sistemas que dão suporte às principais iniciativas ou práticas, o que permite que as organizações tomem decisões mais informadas. Essas decisões podem estar relacionadas a iniciativas como a expansão de serviços on-premises, a migração para a nuvem ou a adoção de um modelo de nuvem híbrida, que combine infraestrutura local e em nuvem em uma infraestrutura mais flexível e eficiente em custos. Da mesma forma, entender melhor quais sistemas são pouco utilizados e quais são essenciais, pode levar a oportunidades de remover tecnologias inativas e criar novos planos de investimento com a economia de custos.

Do gerenciamento à viabilização

Essa imagem de um cenário em expansão e os desafios de gerenciar novos sistemas juntamente com os já estabelecidos representa o caos da TI. Quando as organizações precisam entender quais sistemas estão sendo utilizados, por quem e para quais tarefas, obter uma visão precisa é tão essencial quanto desafiador.

O fato de o gerenciamento de sistemas ser desafiador agora é um mau presságio para o futuro, quando as organizações querem crescer e ser competitivas. Sabemos que a situação vai se tornar mais complexa. Serão necessários cada vez mais recursos para entender o novo cenário e gerenciar a dívida técnica. Isso pode desviar tempo e recursos dos projetos de inovação e das iniciativas de crescimento.Ter uma visão completa de todos os investimentos em tecnologia, entender o que existe, qual o seu valor para o negócio e onde há oportunidades de mudança é a única forma de traçar um caminho para o futuro.

À medida que a expansão continua, todos os sistemas de TI precisam ser continuamente avaliados quanto ao valor e à criticidade que agregam ao negócio em relação aos seus custos. Eles devem ser gerenciados de forma eficaz, tanto para garantir conformidade quanto para comprovar seu valor. Além disso, precisam ser harmonizados para assegurar as melhores condições de sucesso em futuras iniciativas de transformação. Essas considerações se aplicam a todos os investimentos em TI e, sem esse entendimento, os riscos para eficiência, governança e competitividade aumentam.  

Caos na TI: Os riscos

A complexidade do cenário de TI pode tornar até mesmo tarefas aparentemente simples lentas e difíceis. Quando toda a organização demora para agir e reagir, fica exposta a riscos vindos de diversas direções e está constantemente tentando “acompanhar o ritmo”, os negócios acabam sendo impactados.

Como exemplo, o ambiente de TI de uma fabricante automotiva tornou-se extremamente complexo à medida que seus sistemas foram digitalizados. A empresa enfrentava dificuldades para identificar e gerenciar todas as “conexões e interdependências entre softwares, pessoas, processos e equipamentos de manufatura”. Se algo desse errado em qualquer um desses inúmeros sistemas sem a existência de um repositório centralizado, a equipe não saberia onde o problema ocorreu nem como isso poderia impactar a produção. (Integrated Portfolio Management: Better Visibility, Easier Decisions, Lower Costs; Aite Group, 2020)

O ritmo de mudança não vai desacelerar tão cedo. Por isso, quanto mais tempo as organizações permanecerem incapazes de enxergar através do seu caos de TI, mais expostas estarão a riscos fundamentais.

Governança deficiente

Em sua essência, governança significa estabelecer uma compreensão clara do que realmente está acontecendo dentro de uma organização para que seja possível definir políticas, diretrizes e procedimentos para áreas críticas do negócio. Por exemplo, qual seria o impacto financeiro e reputacional causado pela indisponibilidade não planejada de aplicações essenciais? Muitas empresas não possuem essa visão porque não contam com uma única fonte confiável de informações que ofereça visibilidade sobre todo o ambiente tecnológico.

À medida que o portfólio de tecnologia cresce e se torna mais complexo, manter seus registros dispersos em diferentes áreas da organização agrava os problemas de governança. Dois terços (65%) acreditam que a complexidade tecnológica piora as questões de governança. Uma boa governança é fundamental para a conformidade regulatória. Novas leis rigorosas e de amplo alcance como o Digital Operational Resilience Act (DORA), da União Europeia entrarão em vigor, exigindo que as organizações compreendam e demonstrem seu entendimento sobre a estrutura, as operações e os riscos existentes em seus negócios.

Mas uma boa governança também é fundamental para as defesas de cibersegurança, uma parte importante da resiliência operacional. Como proteger o negócio se você não sabe exatamente o que está protegendo? Do ponto de vista do planejamento de negócios, uma boa governança de TI ajuda a avaliar o valor de novos investimentos com base no que podem trazer para a organização.

Em um recente ataque de ransomware à UnitedHealth Group’s Change Healthcare, um hacker “rompeu uma conexão essencial entre prestadores de serviços médicos e as seguradoras de saúde de seus pacientes no pior ataque cibernético já registrado no setor de saúde”. A Change Healthcare precisou disponibilizar US$ 2 bilhões em adiantamentos para farmácias, hospitais e outros prestadores de serviços para garantir a continuidade das operações. Esses ataques não são incomuns e estão se tornando cada vez mais difíceis de evitar sem uma governança de TI adequada.

Governança e visibilidade andam de mãos dadas e são dois dos pilares da conformidade. O outro é a acessibilidade dos dados. Metade das empresas (47%) afirma que os dados geralmente ficam inacessíveis quando são necessários. Se forem necessários para uma solicitação de conformidade regulatória, pode ser muito caro tentar extraí-los, especialmente se estiverem bloqueados em um sistema de transações altamente seguro. Uma coisa é saber que determinadas informações existem no sistema "X", mas se elas não puderem ser acessadas de forma rápida e fácil, e em um formato significativo, pode haver um problema de conformidade.

Custos crescentes

À medida que o portfólio de tecnologia se expande, ele gera pressão sobre os recursos. Em alguns casos, trata-se apenas de custos do sistema. Em outros, é um efeito indireto das aplicações que produzem mais dados e exigem mais capacidade e poder de processamento. De qualquer forma, o resultado é que os custos podem ficar fora de controle.

Veja por exemplo, as aplicações corporativas. À medida que uma empresa cresce e se torna mais bem-sucedida, esses sistemas precisam lidar com volumes cada vez maiores de transações mantendo, ao mesmo tempo, alta velocidade de processamento e o cumprimento dos SLAs. As empresas podem se deparar com um dilema: aumentar os custos para dimensionar seus recursos de processamento ou não atender às expectativas quanto aos tempos de processamento. Torna-se imperativo encontrar soluções que evitem riscos de interrupção na prestação de serviços e na continuidade dos negócios.

Muitos projetos de migração voltados para a redução de custos podem comprometer aplicações críticas para o negócio, das quais uma organização depende há anos. Ao tentar controlar os custos, é importante não sacrificar a confiabilidade e o desempenho estabelecidos em prol do processo longo e oneroso de substituir aplicações desenvolvidas ao longo do tempo, que refletem processos exclusivos do seu negócio. Esses projetos raramente são bem-sucedidos e causam interrupções significativas para os negócios.

Existem também maneiras muito mais simples de aumentar os custos. Além de o cenário de tecnologia corporativa estar crescendo e se tornando mais díspar, os usuários de negócios estão se tornando cada vez mais aptos em comprar e implementar suas próprias soluções. Eles baixam aplicativos, criam processos e ativam instâncias no modelo "as-a-service", perpetuando a proliferação desordenada de sistemas. Essa "TI invisível" só contribui para o caos da TI. A IA só vai acelerar essa proliferação. Além das questões de controle e governança, isso também aumenta a probabilidade de tecnologias duplicadas. A noção de vários sistemas realizando as mesmas tarefas já é problemática há muitos anos, e o desafio está crescendo.

Portanto, as empresas estão investindo grandes orçamentos desnecessariamente em tecnologia, muitas delas sem sequer ter consciência de que isso está acontecendo, porque a cobertura do caos de TI encobre essas duplicações e ineficiências.

Qualidade do serviço comprometida

Numa época em que a diferenciação é mais importante do que nunca, manter a qualidade do serviço é fundamental. Isso se torna mais difícil quando o caos na área de TI interrompe processos essenciais. Uma em cada cinco pessoas (22%) afirma que as interrupções relacionadas à tecnologia são frequentes, sendo que 89% relatam passar por essa situação. Sempre que isso ocorre, há o risco de perda de clientes e de receita.

Essas coisas acontecem porque os sistemas ficam sobrecarregados, falham e o problema não pode ser identificado rapidamente porque suas interdependências não são totalmente compreendidas. Isso pode ser simplesmente um problema de transparência, ou pode ser que os processos dependam de sistemas legados que não conseguem responder com rapidez suficiente quando necessário.

O desenvolvimento futuro de serviços também pode ser afetado. Cerca de 80% das organizações consideram que a complexidade tecnológica as impede de lançar novos produtos/serviços, o aprimoramento das experiências de clientes e colaboradores e o aumento da receita e da lucratividade. Frequentemente, o desenvolvimento de novos produtos e a inovação são prejudicados pelo caos da TI. Sistemas desconectados e a falta de transparência podem causar atrasos inesperados em desenvolvimentos essenciais. 

Caos na TI: Superando a complexidade

A compreensão é o primeiro passo na jornada rumo à transformação, conformidade e eficiência. Entenda o que você tem, o que faz e o valor que traz para criar uma plataforma de crescimento. A maioria das organizações (81%) afirma que um dos principais problemas é não ter uma visão/gerenciamento claro de todos os seus sistemas. Então, como elas podem resolver isso?

Diversas tecnologias podem convergir para mitigar o caos de TI que a maioria das organizações enfrentam. Ferramentas de Gestão de Arquitetura Corporativa criam uma fonte única de verdade que serve de base para a atuação das organizações. A Gestão Estratégica de Portfólio pode reduzir custos e complexidade, abrindo caminho para a inovação. Ambientes DevOps podem ajudar a acelerar a inovação em aplicações corporativas existentes. A adoção de microsserviços, contêineres e arquiteturas nativas da nuvem permite migrar aplicações on-premises para a nuvem. As APIs e plataformas de integração de dados podem ajudar a conectar aplicações legadas a sistemas mais modernos, viabilizando uma arquitetura de nuvem híbrida bem-sucedida que acomoda um ambiente computacional misto.

Quando as organizações têm um melhor entendimento de toda a sua arquitetura e podem coletar insights e informações de tudo isso, elas estão em uma posição muito mais forte para agir e ter sucesso. A liberdade de escolha informada sobre o que hospedar na nuvem e o que manter no local garante que os custos, os riscos e a escalabilidade possam ser otimizados. O processamento de dados em sistemas centrais em escala e com otimização de custos garante que as organizações possam lidar de forma eficaz com um fluxo maior de dados. Assim, elas podem tomar decisões estratégicas sobre quais sistemas dão, ou não, suporte as metas de negócios.

Atingir objetivos de negócios

Todas as iniciativas de negócios dependem da TI para se tornarem realidade. Seja no lançamento de novos produtos e serviços digitais, a criação de modelos de negócios mais eficientes ou iniciativas de sustentabilidade, qualquer que seja o objetivo, a TI precisa ser um componente fundamental para alcançá-lo. De fato, 93% das empresas já adotaram ou planejam adotar uma estratégia de negócios com foco no digital (digital-first).

O caos na TI pode dificultar a visão do cenário e impedir que as áreas de negócios e de tecnologia estejam alinhadas como deveriam. Ao capturar as informações corretas, as organizações podem construir uma fonte única de verdade que permite a tomada de decisões informadas. As organizações utilizam ferramentas de Arquitetura Empresarial para estabelecer uma linguagem comum e um entendimento compartilhado entre todas as áreas do negócio, criando, assim, uma fonte única de verdade que orienta a tomada de decisões.

Isso também significa que todos na organização podem ver se a TI está, de fato, no caminho certo para atingir as metas gerais. A relevância para os objetivos de negócios e os custos são componentes fundamentais, não apenas para o alinhamento com as metas da organização, mas também para impulsioná-las. É importante saber em que posição você se encontra.

Da mesma forma, analisar os sistemas centrais para compreender o valor que eles entregam é um processo contínuo e essencial. Alguns sistemas legados, e 80% das organizações acham que a maior parte de sua tecnologia é "legada", são candidatos à modernização e à transformação da nuvem. Programas e bancos de dados antigos do UNIX que são lentos e caros podem ser facilmente migrados, dando nova vida aos processos e aos dados dependentes. Isso não apenas otimiza os custos, reduzindo os tipos de hardware suportados, mas também libera recursos para que se concentrem no desenvolvimento de novos processos para dar suporte e diferenciar uma organização em crescimento.

A Universidade Católica do Sagrado Coração transferiu seu sistema universitário principal para o Azure Cloude como resultado, a organização reduziu o tempo médio de execução do processamento de transações em 50%. Isso foi feito com uma disponibilidade de sistema de 99,56% e um nível de serviço, incluindo o tempo de inatividade programado e a migração para o Azure, de 99,73%. Também disponibilizou 90% de serviços para uso direto dos alunos, em comparação com os 70% anteriores.

Produtivo e eficiente

Toda organização busca ser mais produtiva e eficiente. Fornecer produtos e serviços melhores a um custo menor. Isso é realmente um diferencial.

Em um nível de sistemas centrais, considere otimizar os custos e a escalabilidade do mainframe transferindo as cargas de trabalho para processadores mais econômicos. Isso pode permitir que você melhore a escalabilidade desses sistemas e, ao mesmo tempo, reduza os custos. O melhor dos dois mundos. A Dataport gerencia 17.000 TB de dados e conseguiu reduzir a carga nos processadores principais em 99% e o consumo de CPU em 75%. Ela também se preparou para implementar uma estratégia de IA devido à inovação em seu ambiente de mainframe.

A exposição de alguns elementos dos sistemas centrais aos clientes e cidadãos abre enormes oportunidades de aumento da eficiência. O Ministério do Trabalho de Israel expôs seu mainframe à Web e reduziu o tempo de execução do processo de meses para horas. Também houve um aumento de 570% no número de atribuições aprovadas em um ano.

Manter e modernizar aplicações em DevOps ambientes, que são fáceis de aprender e, portanto, ajudam a trazer novos talentos as equipes. Isso ajuda a impulsionar a inovação e, ao mesmo tempo, permite aproveitar novas ferramentas capazes de otimizar os custos e os recursos dedicados a essas iniciativas. A Bolsa de Valores de Tel Aviv proporcionou maior rapidez e agilidade aos seus desenvolvedores ao reuni-los sob uma única arquitetura DevOps, preservando, simultaneamente, décadas de conhecimento essencial acumulado em seu sistema de backend.

Ágil e resiliente

A velocidade e a agilidade devem ser as principais características das organizações que esperam enfrentar as diversas ondas de transformação que marcam o cenário atual. Isso começa na base dos sistemas de TI. Como já mencionamos, a TI sustenta todas as principais iniciativas de negócios; portanto, ela também precisa ser flexível, transparente e o mais simples possível para lidar com disrupções.

Os cenários da modernização de TI são, por natureza, mais abertos e conectados, o que permite o desenvolvimento de uma arquitetura híbrida. Nem todos os sistemas estarão ou deverão estar na nuvem, mas ter visibilidade sobre tudo é fundamental. O importante é tomar essas decisões com total compreensão do impacto sobre os demais sistemas. O caos na TI pode ser um grande obstáculo quando é preciso agir com rapidez, mas, ao utilizar o gerenciamento estratégico de portfólio como um GPS para orientar essa jornada, sua organização conseguirá encontrar o caminho certo.

A mesma abordagem que torna os sistemas mais ágeis também contribui para torná-los mais seguros e em conformidade. A resiliência que pode ser construída tendo a transparência como um requisito essencial é significativa. A identificação de possíveis vulnerabilidades ajuda a criar defesas de segurança digital mais robustas. Identificar sistemas de alto consumo de energia auxilia no cumprimento de objetivos de sustentabilidade. Viabilizar a movimentação controlada de dados permite operações mais sólidas e alinhadas às regulamentações.

Garantir que os dados estejam acessíveis quando necessários é um aspecto fundamental da governança e agilidade. Seja para fins de conformidade ou para permitir que as pessoas desempenhem suas funções com eficácia, é preciso ter as informações certas no momento certo para tomar boas decisões. Em poucos setores isso é tão importante quanto na aplicação das leis. E o "Delaware Criminal Justice Information System" inova ao utilizar seu mainframe para viabilizar a tomada de decisões em tempo real e a emissão eletrônica de notificações e infrações.

Ao lidar com o caos e o controle de TI, devemos reconhecer que 82% das organizações enfrentam desafios relacionados à "Shadow IT". Lutar contra isso é uma batalha perdida. A solução é valorizar os usuários de negócios com conhecimentos de TI e envolvê-los no planejamento e na gestão do portfólio. A proliferação de sistemas não pode, de forma alguma, ser mantida apenas pela TI. E à medida que os produtos e serviços gerenciados pelas áreas de negócios se tornam cada vez mais digitais, e mais complexos, a sobrecarga sobre a TI para mantê-los na velocidade exigida pelos negócios se tornará insuportável. A automação, as tecnologias low-code ou no-code e IA podem ajudar os usuários de negócios a gerenciar sistemas mais complexos , sempre sob uma perspectiva de negócios. Já as ferramentas colaborativas de planejamento estratégico e gerenciamento de portfólio permitem envolver os usuários de negócios como partes interessadas essenciais para garantir que a TI possa atender às necessidades da organização. 

Palavra final

A complexidade da tecnologia empresarial tem evoluído continuamente. A rápida proliferação de novas ferramentas e o aprimoramento das habilidades dos usuários de negócios (naturalmente ou por meio de IA) significam que as equipes de TI não podem gerenciar tudo de forma centralizada. Para enfrentar esse cenário, elas precisam de novas ferramentas que reduzam os custos das funções essenciais, modernizem os sistemas centrais e permitam escalá-los para atender às demandas atuais. Também necessitam de soluções capazes de administrar um portfólio de tecnologia cada vez mais amplo. A expansão tecnológica não leva automaticamente ao caos na TI... embora essa seja a sensação de muitas organizações neste momento. Com as ferramentas certas, as organizações podem controlar o caos da TI e concentrar-se em um crescimento de negócios inovador.